Uma reportagem publicada pelo Valor Econômico, assinada pela Dino, trouxe um dado relevante para quem acompanha o mercado de planos de saúde: a procura por portabilidade de carências está crescendo. Segundo a matéria, o aumento das mensalidades, as dificuldades enfrentadas no processo de migração e a discussão sobre possíveis mudanças nas regras colocaram o tema de volta ao centro do debate. A Libre, Consultoria especializada em saúde, odonto e vida em Brasília-DF, comenta o assunto abaixo.
O que é a portabilidade de carências e por que ela voltou ao debate?
Portabilidade de carências é o direito de trocar de plano de saúde sem cumprir novos períodos de carência, desde que certas regras da ANS sejam atendidas. Segundo reportagem do Valor Econômico (Dino), a procura por portabilidade cresceu por causa do aumento das mensalidades, dificuldades na migração e discussões sobre mudanças nas regras.
O tema ganhou força justamente porque muitos beneficiários sentem o peso dos reajustes no orçamento e buscam alternativas para reduzir custos sem perder o histórico de carências já cumprido. A discussão sobre eventuais mudanças nas regras da ANS também contribui para que o assunto volte a ser pauta frequente entre quem já tem plano contratado.
Como funciona a portabilidade de carências na prática?
Para portar carências, o beneficiário precisa estar em dia com as mensalidades, cumprir prazo mínimo de permanência no plano atual e escolher um plano compatível na mesma faixa de preço ou inferior, conforme critérios da ANS. Cumpridos esses requisitos, o beneficiário pode migrar sem reiniciar os prazos de carência já cumpridos.
Esses critérios existem para garantir equilíbrio entre operadoras e proteger quem já contribuiu por determinado período com seu plano atual. É por isso que a portabilidade não é um processo automático: ela exige atenção a detalhes contratuais e comparação cuidadosa entre o plano de origem e o de destino.
A portabilidade garante a aprovação automática em qualquer plano novo?
Não. A portabilidade não é garantida automaticamente: ela depende do cumprimento de todos os requisitos da ANS, como compatibilidade de faixa de preço e prazos de permanência. Em planos empresariais com 30 ou mais vidas, a carência já é zerada por regra, independente de portabilidade.
Essa distinção é importante para empresas que avaliam benefícios coletivos: em contratos com 30 vidas ou mais, o colaborador já entra sem cumprir carência, tornando a portabilidade menos relevante nesse contexto específico. Já em planos individuais ou grupos menores, a portabilidade continua sendo um caminho relevante para quem busca condições diferentes.
O que considerar antes de pedir a portabilidade do plano de saúde?
Antes de portar, é importante comparar rede credenciada, coparticipação, abrangência e reajustes do novo plano, além de confirmar prazos de permanência e faixa de preço compatível exigidos pela ANS. Avaliar essas condições evita surpresas e garante que a troca realmente traga benefício ao beneficiário.
Vale lembrar que coparticipação é um valor cobrado por uso de determinados procedimentos, e pode ser custeada pelo colaborador, pela empresa ou dividida entre ambos, conforme a política adotada. Analisar esse ponto junto com a rede credenciada e a abrangência geográfica ajuda a tomar uma decisão mais segura antes de solicitar a portabilidade.
Diante desse cenário, contar com orientação especializada faz diferença. Um Consultor Autorizado da Libre pode ajudar a avaliar se a portabilidade é o caminho mais adequado para o seu caso, considerando rede, coparticipação e as regras vigentes da ANS. Fale com a Libre e tire suas dúvidas com quem entende do assunto.
