A Libre acompanha de perto as notícias do setor de saúde suplementar. Uma matéria recente da revista PEGN (Globo) mostrou que o reajuste do plano de saúde para o próximo ciclo pode variar bastante entre empresas. Veja o que isso significa na prática.
Qual foi o reajuste do plano de saúde informado pela ANS para o ciclo 2026/2027?
Para o ciclo de maio de 2026 a abril de 2027, a ANS definiu um teto de reajuste que varia de 5,11% a até 16,74%, conforme noticiado pela revista PEGN (Globo). O percentual aplicado a cada empresa depende do contrato, da sinistralidade do grupo e da negociação feita com a operadora.
Segundo a matéria publicada pela revista PEGN (Globo), o novo ciclo de reajuste começa em maio de 2026 e vai até abril de 2027. É nesse período que operadoras aplicam o índice aprovado aos contratos de plano de saúde das empresas, e o percentual final pode ficar em qualquer ponto entre o piso de 5,11% e o teto de 16,74% citado na notícia. Essa variação costuma gerar dúvidas em empresas que recebem cartas de reajuste com números diferentes das de outras empresas do mesmo porte, mesmo estando na mesma operadora.
Por que o reajuste do plano de saúde varia tanto entre as empresas?
O reajuste de planos coletivos não segue um índice único como nos planos individuais: cada operadora calcula o percentual com base na sinistralidade do contrato, no número de vidas e no histórico de uso da própria carteira, por isso duas empresas podem receber percentuais bem diferentes no mesmo ciclo.
Nos planos individuais e familiares, a ANS publica um único índice nacional válido para todos os contratos. Já nos planos coletivos empresariais — a maioria do mercado brasileiro — não existe esse índice único: cada operadora aplica a fórmula de reajuste prevista em contrato, levando em conta quanto o grupo de beneficiários gastou em consultas, exames e internações ao longo do ano. Por isso, duas empresas vizinhas, com planos parecidos, podem receber percentuais de reajuste completamente diferentes no mesmo mês.
Dá para evitar carência ao trocar de plano de saúde empresarial?
Empresas com 30 vidas ou mais têm carência zerada ao contratar um novo plano de saúde coletivo empresarial, por determinação da ANS. Já a portabilidade de carências entre operadoras, para outros formatos de contrato, depende do cumprimento de regras específicas e não pode ser considerada automática ou garantida em todos os casos.
Essa regra vale para a adesão ao plano no momento da contratação, dentro do prazo estabelecido pela operadora, e é um dos pontos que mais pesam na decisão de empresas que avaliam mudar de operadora após um reajuste considerado alto. Já a portabilidade de carências para outros formatos de contrato segue critérios próprios, e cada caso deve ser analisado com atenção antes de qualquer decisão.
Como a empresa pode se preparar para os próximos reajustes do plano de saúde?
A empresa pode acompanhar a sinistralidade do próprio contrato, revisar coparticipação e faixas de cobertura com o Consultor Autorizado e simular outras opções de operadora antes da data-base de renovação, reduzindo surpresas com o percentual de reajuste anunciado pela ANS para o novo ciclo.
Ferramentas como a coparticipação — em que parte do custo de cada consulta ou exame é dividida entre empresa e colaborador — ajudam a equilibrar o uso do plano e podem influenciar o cálculo do reajuste seguinte. Conversar com um Consultor Autorizado antes da data de renovação também permite comparar cenários e entender, com antecedência, o que esperar da próxima carta de reajuste.
A Libre, corretora de saúde, odonto e vida em Brasília, acompanha o setor para ajudar empresas a entender cada reajuste e avaliar as melhores opções de plano, coparticipação e cobertura. Fale com um Consultor Autorizado da Libre e tire suas dúvidas sobre o plano de saúde da sua empresa.
